sexta-feira, 28 de maio de 2010

Cítrica paz de espírito

Perdoe-me
Fui fraco, vil e egoísta.
Pensei somente em mim
E te perdi de vista.
Quando era você
Que por mim lutava e dizia
Que de mim ninguém se aproveitaria.

Perdoe-me
Não sei dizer o que causou em mim
Tamanha fúria
E cítrica paz de espírito.
Talvez eu saiba
Apenas queira esconder.
Talvez te diga
E faça você se aborrecer.

Perdoe-me
Você nunca sentiu o que eu senti
Nunca viu as marcas no meu corpo
Cicatrizes que sempre me acompanharão.

Verdadeira dor
É aquela que os analgésicos não curam

A tolice de ter brigado com a vida
Renunciado os desejos mais sinceros
Pensando que a liberdade
É o início da verdadeira felicidade,
Quando não é...

Perdoe-me
Por tanta tolice
Tantos erros toscos
Tanta fraqueza de espírito
Tanta banalidade
Tantas insanidades
E ainda queria fazer você sorrir...

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